Com mais de 20 tons de esmalte sintético, o painel executado pelos artistas plásticos Sandra Mara Sanches e Mauro Coelho quebrou o domínio do branco e se tornou ponto forte da decoração da sala de jantar assinada pela consultora de interiores Antonia Benedita Mendes.sexta-feira, 19 de março de 2010
DECORAÇÃO COM CORES
Com mais de 20 tons de esmalte sintético, o painel executado pelos artistas plásticos Sandra Mara Sanches e Mauro Coelho quebrou o domínio do branco e se tornou ponto forte da decoração da sala de jantar assinada pela consultora de interiores Antonia Benedita Mendes.CURVAS ASCENDENTES
Este projeto é o primeiro trabalho do japonês Toyo Ito na América Latina.
Ao aceitar fazer parte do empreendimento Ochoalcubo, Toyo Ito acatou duas premissas: o uso do concreto branco e a cobertura plana. A entrada se dá pela parte mais baixa do terreno, sob o bloco que abriga os quartos e se volta para a rua.
O corredor fechado com vidros opacos Profilit (da empresa chilena Glasstech) conduz aos três quartos.
O caminho de pedra que atravessa o jardim desemboca na porta principal, situada na ponta da passarela. A área social ocupa toda essa parte da construção. No lado oposto, ficam os quartos.
Da sala de jantar, o corredor envidraçado vizinho ao pátio e a porta camuflada no painel de madeira dão acesso à cozinha, montada com móveis da italiana Driade.
Quatro janelas quadradas iluminam e ventilam a cozinha, que recebeu piso cerâmico.
Os quartos são voltados para a vista das montanhas, maximizada pelos caixilhos que vão do piso ao teto. Como nos demais ambientes, o concreto foi mantido aparente.quarta-feira, 17 de março de 2010
LINDO PROJETO
O sítio escolhido favorece a implantação de um edifício de média altura (180m), ocupando uma ilha retangular junto à praia do Havana Club, formando uma pequena Marina. A silhueta do edifício com sua superfície inclinada e arredondada, sugere seu surgimento do mar, especialmente visto de quem chega navegando. Do lado da cidade a volumetria do edifício abre-se em direção do centro, constituindo um elemento de destaque, também visto deste ângulo. O edifício deverá conter um centro comercial, uma área para convenções e eventos, escritórios corporativos, apartamentos com serviço de hotelaria e um hotel de 800 quartos aproximadamente. No seu topo superior foram previstas áreas para lazer, restaurantes e um terraço mirante. Completa o edifício um heliponto e na sua base uma marina, iate clube e passeio público.
Para seu acesso foi previsto construir um viaduto para veículos e passeio de pedestres, alcançando uma altura de 20 metros acima do mar para permitir o acesso de barcos no interior da Marina. Embarcações de porte maior terão sua base na parte externa da Marina junto à sua entrada. Foi dada importância especial à conexão de pedestres ao edifício pelo cais existente que leva da sede do Havana Club á sede do iate clube por um cais ao longo da frente do edifício, formando um passeio público arborizado. O complexo compreenderá uma área de construção com aproximadamente 200.00,00 m².
terça-feira, 16 de março de 2010
AÇO CORTEN
É um aço patinável,que possuem em sua composição o cobre e o fósforo que enriquecem o aço, beneficiando-o na redução da corrosão, quando são expostos ao ar e a diversos outros tipos de atmosfera.Este tipo de aço é muito utilizado na construção civil e apresenta, em média, três vezes mais resistência à corrosão que o aço comum.
Foi no início da década de 1930, que a companhia norte-americana United States Steel Corporation estimulou o uso de aços enriquecidos com esses elementos, que são os chamados aços de baixa liga, desenvolvendo então um aço cujo nome comercial era Corten.
Os aços patináveis são utilizados no mundo todo na construção de edifícios de múltiplos andares, passarelas, pontes, defensas, viadutos, torres de transmissão, telhas, edifícios industriais, entre outros.É aplicável também na fabricação de esculturas e objetos decorativos. No Brasil este tipo de aço possui grande aceitação entre os arquitetos.
Casa Corten, em São Paulo, de Marcio Kogan. Ao portão de madeira ripada se segue a fachada de aço corten para, depois, revelarem-se os ambientes sociais amplos, de pé-direito duplo, e o quintal. A volumetria é simples, definida por um grande paralelepípedo branco, pontuado por materiais como madeira e vidro. Na sala de estar, um bloco revestido de madeira comporta a cozinha e exibe, no topo, o home theater.
segunda-feira, 15 de março de 2010
EQUILÍBRIO ENTRE O ANTIGO E O MODERNO
Para a designer de interiores Neza César, a contraposição de características clássicas e modernas é essencial. “A mistura fica legal porque só o antigo fica muito pesado e só o moderno fica muito frio”, analisa. Peças herdadas contam a história da família e, quando usadas ao lado de elementos mais contemporâneos, dão o tom da atualidade e ainda contam a história de quem mora na casa. De acordo com a designer, é possível, sim, fazer duas peças totalmente diferentes se complementarem. Isso pode funcionar em diversos tipos de ambiente “Uma mesa com cara de antiquário, rodeada por cadeiras de design e materiais modernos, oferece um visual único para uma sala de jantar, por exemplo. O contrário também: uma mesa reta e clean pode ser unida a um conjunto de cadeiras mais clássicas”, sugere Neza.
O clássico está na forma dos móveis e o moderno, nas cores: "A mistura fica legal porque só o antigo fica muito pesado e só o moderno, muito frio", diz a designer de interiores Neza César, que assina a decoração da própria sala.
Cores para renovarTer um autentico Luís XV na sala de casa pode ser um sonho. No entanto, por ser uma peça clássica, de característica forte, ela pode pesar no resultado final da decoração, ficando deslocada entre os outros móveis. Para resolver o problema, Neza César fez uma opção ousada, deixando tudo mais leve com o uso da cor. Ao pintar o móvel com um azul vibrante, ela obteve um visual mais contemporâneo e alegre. A mesma técnica pode ser usada com diversas peças: poltronas, mesas de centro, mesas laterais, cadeiras e o que mais a sua casa pedir. “Quando falamos em móvel com estilo antigo, nem sempre nos referimos a peças autênticas, de antiquários. Dá para mesclar com coisas mais novas que tenham apenas um visual inspirado em outra época ou até nessas peças reformadas, com releituras”, explica.
REVESTIR 2010
Próprio para varandas e áreas externas, o deck Liso, da Indusparquet, é feito a partir da cabreúva. A novidade são as placas mais finas, com 5 cm de largura. A instalação, com presilhas de plástico na base, cria uma superfície lisa, sem pregos aparentes.
A linha Finestrip, da Cikel, reproduz o padrão de tiras fininhas de madeira, em placas maiores, o que facilita a aplicação. Disponível em duas medidas: 10 x 180 x 1.220 mm e 14 x 180 x 2.200 mm.
Feita a partir de madeira Teca de reflorestamento, a linha Ecológica, da Parquet União, preocupa-se com o maior aproveitamento dos cortes da madeira. Tem 18 mm de espessura e 90 mm de largura.
A linha de piso pronto da Parquet União já vem envernizada de fábrica – não é necessário raspar e aplicar o verniz no local. O padrão de madeira grajuvira tem 15 mm de espessura e 90 de largura.
O carvalho lion é outro padrão da linha Studio, da Durafloor. Seu aspecto mais rústico remete ao visual das madeiras de demolição, com nós aparentes. Tem 8 mm de espessura e medidas de 187 x 1.200 mm.
A Durafloor apresentou os lançamentos de laminados da linha Studio, ideal para áreas comerciais de tráfego leve. O padrão nogueira marbela caracteriza-se pela riqueza de contrastes e nuances douradas. Tem 8 mm de espessura e medidas de 187 x 1.200 mm.PASTILHAS
Para piscinas, a linha Náutica, da NGK, proporciona maior luminosidade. Vendida em placas de 30 x 30 cm.
A Arte 27 trouxe uma releitura dos antigos azulejos coloniais em suas pastilhas. Os desenhos são formados pela junção de quatro ou nove peças com 5 x 5 cm. As placas são de 30 x 30 cm.
Sustentáveis, as pastilhas Rec- 65, da Atlas, reaproveitam 65% dos resíduos de sua própria produção. As peças têm alta resistência e estão disponíveis em três medidas: 5 x 5 cm, 10 x 10 cm e 20 x 20 cm. Podem ser usadas em pisos e paredes de áreas internas e externas.
A tendência é usar pastilhas com purpurina combinadas com pastilhas neutras. Criação da Colormix.
O tom amadeirado das pastilhas da Vitrocolori é uma das novidades da Revestir 2010. As placas têm 30 x 30 cm e elas são vendidas por metro quadrado.
Feitas através da reciclagem de lâmpadas fluorescentes, as ecopastilhas da Lepri estão disponíveis nos formatos 1 x 1 cm, 3 x 3 cm e 5 x 5 cm. As pastilhas são revestidas de esmalte biológico feito a partir da reutilização de cinzas provenientes da queima de lenha. São vendidas por metro quadrado e vêm em placas padrão de 30 x 30 cm.
Em dois tamanhos (2,5 x 2,5 cm e 5 x 5 cm), as pastilhas Cristal Mondrian da Colortil têm cores variadas. Elas são vendidas na placa padrão de 30 x 30 cm.CUBAS
A Mekal apresentou as novas cubas em aço inox com banho de titânio. O processo permite diferenciar as cores das peças sem pintura de superfície, o que garante as propriedades do aço inox. Ainda em fase de estudo, as peças ainda não têm previsão para chegar às lojas.
De aço inox, a cuba Quadratta FX, da Tramontina, chama a atenção pelas linhas retas de seu design. A inclinação da peça em direção à válvula impede o acúmulo da água.
Recém chegadas ao Brasil, a nova linha de cubas de vidro de alto luxo da Astra foram apresentadas pela primeira vez na feira. Ainda sem nome definido, entram no mercado ainda neste ano.
A Cuba quadrada Caramelo, desenvolvida pela artista plástica Daniele Drummond recebeu desenhos em relevo na parte interna. Para garantir a durabilidade, a peça recebeu revestimento de esmalte vítreo. quarta-feira, 10 de março de 2010
GRANDE IDÉIA PARA UMA PEQUENA LAVANDERIA
O projeto integrou cozinha e lavanderia, usando a mesma linha de móveis e armários, mas onde está a lavanderia?! Dentro desse armário na foto acima!!1- Prateleiras em vidro - aproveitando o máximo de espaço existente.
2-Araras tipo essas de loja - ideia pratica para pendurar cabides, sempre para secar roupas e para as roupas passadas.
3- máquina de lavar e secar .
4- gaveta para a mesa de passar.
5- espaço para acessórios de lavanderia com os aramados, vassouras e aquecedor, reparem que para cobrir o aquecedor que não poderia ser trocado de lugar foram feitas "ranhuras" nos móveis para a ventilação.
6- tanque - de canto tipo pia ja que foi integrado a cozinha.
O MÁXIMO NO MÍNIMO
Embaixo do telhado de duas águas, os espaços estreitos, mas abertos, claros e contínuos, dão um ar de galeria de arte a esta casa térrea de 122 m² no Alto de Pinheiros, em São Paulo. O imóvel antigo, de dois quartos, típico italiano da década de 1930, virou uma espécie de loft após a reforma projetada pelo arquiteto Eduardo Chalabi. Sem aumentar a área construída, ele criou ambientes amplos, enxutos e funcionais; entre eles, apenas uma suíte para o casal de proprietários. “Pedimos o máximo de conforto e Chalabi nos deu isso em cada cômodo”, diz a moradora, a artista plástica Lenora de Barros.
Da construção original com 4,5 m de largura, o arquiteto manteve apenas as paredes externas e o telhado charmoso. “Com a demolição das paredes internas, precisei reforçar a estrutura do telhado trocando as vigas horizontais de madeira, que tinham 15 cm de altura, pelas atuais, de 30 cm”, diz Chalabi. O forro de lambris, instalado junto às telhas, deixou à vista as tesouras de madeira e garantiu o pé-direito alto, de até 4,5 m no cume.
Com estreitos 4,5 m de largura, a casa ficou ampla e arejada após a demolição das paredes internas e a retirada do antigo forro, que expôs as tesouras do telhado. No centro, o arquiteto criou o volume de concreto a que chama de “máquina de viver”. Sofá da Formatex e poltronas da Hobjeto, lojas já extintas. Mesa de centro Varuzza.
No recuo lateral de 1,5 m, o arquiteto criou o hall de entrada todo fechado por painéis de vidro, da Esquema Vidros, em caixilho de alumínio da Serralheria Camargo e Silva. Á dir.,instalada no corredor lateral, a cozinha recebe luz natural durante o dia pelo teto de vidro. A bancada e as prateleiras de concreto fazem parte do volume central. À noite, a iluminação é feita pelas luminárias da Reka (na parede à esq. e junto ao piso). sábado, 6 de março de 2010
PEQUENA VARANDA DE APARTAMENTO
3,40 m²Um dia foi suficiente para a montagem deste espaço descontraído em São Paulo. “É um pedaço de verde na selva de pedra”, diz o arquiteto Neto Porpino. A metragem reduzida foi driblada com o jardim em vasos, que traz cores e hortaliças. Fixados com bucha, os suportes feitos sob medida pela Ferro em Estilo (que promete entrega em três dias) sustentam os cachepôs da Rizzo Embalagens. O piso original recebeu um deck de pínus autoclavado (Madeireira Castor) ladeado por pedriscos. Uma manta para drenagem (FG Import), disposta apenas sobre o ralo, assegura que as pedras não o invadam e acabem entupindo a instalação.
sexta-feira, 5 de março de 2010
FAÇA VOCÊ MESMO SEU CLOSET
Se você tem espaço para o closet, mas não deseja esperar os 45 dias de praxe para a entrega dos guarda-roupas, pode recorrer aos gaveteiros prontos. No quarto de vestir acima, a decoradora Maristela Gorayeb dispôs cinco módulos de 55 cm de largura x 47 cm de profundidade e mais um de 45 x 47 cm. "Fiz as contas para ocupar todo o comprimento da parede, de 3,20 m", diz. A prancha revestida de laminado fechou a parte de cima, além de servir de prateleira, e o tubo preso ao teto recebeu cabides.Material:
-Gaveteiros e prancha de compensado (revestida ou pintada), encontrados em lojas de marcenaria
-Tubo de ferro galvanizado reforçado de 3/4" e cabo de aço com travas de ajuste, à venda em casas de ferragens
-Furadeira


Cabo de aço e gaveteiros
LINA BO BARDI NA MODA

Adoro moda e arquitetura. É claro que desenhar e costurar uma roupa não é tão difícil como projetar e construir uma casa, mas as duas áreas são criativas e apaixonantes. Por isso, fiquei emocionada quando vi ontem, nos desfiles da São Paulo Fashion Week, a coleção da grife Maria Bonita inspirada na obra moderna da arquiteta Lina Bo Bardi. Não é por acaso que o desfile foi realizado no Sesc Pompéia, um dos projetos marcantes dela.Meses atrás, comentei aqui um pouco sobre o trabalho de Lina, que nasceu na Itália e morou em São Paulo até falecer em 1992. Em seus projetos, ela gostava de usar cores intensas como o vermelho para destacar volumes, de expor as estruturas cinza do concreto armado e de resgatar elementos da arquitetura colonial, como os muxarabis no fechamento das portas e das janelas. Veja nas fotos como esses detalhes arquitetônicos, presentes nos prédios do Masp e Sesc Pompéia, projetados por Lina, foram explorados pela grife Maria Bonita.








