domingo, 5 de junho de 2011

Sala criada por Marcelo Rosenbaum. Muita criatividade com economia!!!

E se usássemos um pufe como mesa de centro?", perguntou Marcelo. Em seguida, veio a sugestão de cobrir a peça com uma bandeira da Inglaterra estilizada. Ideia aprovada, surgiu um móvel exclusivo. Viu como é fácil? Na capa do pufe, no sofá e em paredes, o cinza traz neutralidade. "Essa cor tem um ar atual", justifica Adriana. Detalhes em cor-de-rosa adoçam e completam o conjunto. A espada-de-são-jorge, uma das plantas preferidas de Marcelo, veio para alegrar o canto da TV.



Em vez de um único papel de parede, o designer elegeu três estampas, alternadas em faixas de 50 cm (a largura do rolo). "Ficou harmônico porque usamos grafismos da mesma família e cor", diz Adriana. "Disfarçamos o batente da porta pintando-o de um tom semelhante", acrescenta Ana Galli, arquiteta do escritório. O verde do revestimento foi o ponto de partida para a definição da paleta de cores. Em versões mais vibrantes, o matiz comparece em acessórios e móveis, como nas cadeiras do jantar.



Fixe os módulos juntinhos, deixe-os mais soltos ou brinque com o contraste entre as duas ideias", ensina Adriana. Preencha os vãos de acordo com o seu gosto: vale mesclar livros, bebidas, coleções de artesanato, objetos vintage, quadros, esculturas e até toy art. Invista em detalhes: os guardanapos de pano (Artmix, R$ 11 cada) fazem bonito em anéis de resina (Camicado, R$ 49,90 quatro peças).



Batizado de Winblok, o sistema de blocos de concreto pré-moldado e vidro tem função estrutural, ou seja, permite a execução de paredes inteiras. Da Wincret, cada bloco de 60 x 15 x 60 cm* custa R$ 149,48 (vidro fixo) ou R$ 305,02 (esquadria). O assentamento das peças pede mão de obra especializada (Jeová F. Rodrigues, R$ 80 o m²). A espada-de-são-jorge, uma das plantas preferidas de Marcelo, veio para alegrar o canto da TV.



Baseada na planta típica de sobrados geminados, esta sala conta com uma parede sem aberturas aproveitada em sua totalidade pela estante modular (1). Para liberar a circulação entre a porta de entrada (2) e a abertura da cozinha (3), a solução foi encostar todos os móveis na lateral envidraçada, que faz divisa com o corredor externo.

sábado, 7 de maio de 2011

DESPENSA PARA SER NOTADA

Armário antigo, cantinho na cozinha, espaço extra na área de serviço. A despensa se reinventa, acumula funções – louceiro, uma delas – e quer ser notada
Texto Mariana Mello Moraes Repórter de imagem Henrique Morais Fotos Marco Antonio

Mineiro polivalente
O armário rústico de peroba-rosa de 2,10 x 1 m já subiu e desceu escadas, aguentou desaforo de duas mudanças e nem por isso dá sinais de cansaço. No passado, serviu como guarda--roupa de Lucca, o filho mais velho do casal de produtores Nicole Moralli e Bruno Knor. Hoje, com o fundo pintado de preto e algumas adaptações, é despensa na cozinha de um moderno apartamento na zona oeste de São Paulo. Na parte superior da porta, um trinco controla o acesso das crianças às guloseimas.


Quem abre os gavetões da parte de baixo do armário encontra mantimentos, roupas de mesa e travessas.


Ganchinhos, vendidos em lojas de ferragens, acomodam xícaras e canecas, abrindo espaço no armário.


Luxo necessário
O papel de parede pode parecer um mero capricho decorativo. Mas não é. O adereço foi pensado também para preservar as paredes internas da despensa, sujeitas a raspões e arranhões no tira e põe diário de louças e afins. “Além de deixar a despensa mais bonita, o papel de parede é fácil de limpar. Uma opção a ele é a pintura com tinta lavável”, diz a arquiteta Flávia Gerab, mãe do projeto. As taças azuis são da Artemix. Sousplats Roberto Simões e cesto de palha do Empório das Flores.


Upgrade no ex-armário
Com 2,10 m de largura e 1,35 m de profundidade, esta despensa não nasceu bonita assim. Até outro dia, era um modesto armarinho para vassouras. Com a bênção de uma equipe de engenharia, a proprietária Priscila Andrade autorizou as marretadas e fez-se esta confortável área para armazenar produtos não perecíveis. As prateleiras em “L” – com aproximados 40 cm entre cada prancha – acomodam as compras da casa. “Odeio ir ao supermercado toda hora. Então optei por fazer apenas uma compra mensal e armazenar tudo”, diz Priscila. A porta de vidro jateado foi outra decisão acertada: confere privacidade ao lado de dentro sem comprometer a leveza do ambiente.


Os módulos acompanham o pé-direito do ambiente. Verticalizados,
proporcionam aproveitamento total do espaço
Dois armários de 1,40 m de largura por 60 cm de profundidade resolveram a vida do médico pernambucano Ítalo Medeiros. De alimentos a roupas recém-saídas do varal, tudo tem seu lugar. O móvel cumpre o papel não apenas de despensa, como também de organizador da área de serviço. Arrancam suspiros dos visitantes os círculos vazados nas portas. Ideia do proprietário, que reprovou a primeira versão entregue pela marcenaria: “Vieram com poucos buracos. Devolvi e mandei fazer mais”. E não é que na pressa do dia a dia as aberturas servem de puxadores?


A sete chaves
As prateleiras de granito vinham fazendo um bom trabalho. Mas faltava alguma coisa à despensa da empresária Silvia Percussi. Uma certeza ela já tinha: manter o espaço aberto para curtir suas louças, eletrodomésticos e também para controlar a lista de compras. “Gosto de saber se algo está sobrando ou faltando”, diz Silvia. Fã de peças antigas, ela garimpou em uma loja de material de demolição este classudo portão de ferro. Pintado de grafite, ele pediu simplesmente uma adaptação na alvenaria, onde foi encaixado.

sábado, 2 de abril de 2011

JARDIM DENTRO DE CASA

Três bambus-mossô, plantados em aberturas no assoalho de madeira, chamam a atenção no meio do living nesta casa em São Paulo. As árvores esguias, que chegam até o teto do ambiente com pé-direito duplo, reforçam a proposta de integração total das áreas internas e externas no projeto do escritório Bernardes Jacobsen.

domingo, 27 de março de 2011

PISCINAS

Ter uma piscina em casa é tudo de bom. Refresque-se com as imagens! Poderia ser uma piscina simples, mas ganhou diferenciação e movimento com as cascatas de alvenaria de alturas e tamanhos variados. Simples e eficaz.
Não há paredes entre a sala e a piscina. A porta de vidro basculante serve para barrar o frio na sala quando a raia não está em uso. A piscina tem revestimento de vidro encapsulado e a parede é de mosaico português irregular.


Ao entrar na casa, o jardim com plantas tropicais, espelho d’água e piscina pode ser visto pelo caixilho (com painéis de vidro fixos) que ocupa todo o vão da parede.


Um extenso deque de madeira tatajuba forma o pontilhão entre esta casa, no norte de Salvador, e a areia. A atração é a piscina, parcialmente coberta por uma pérgola de caibros de eucalipto.


Nesta casa em Ilhabela, litoral de São Paulo, a piscina foi ampliada com mais dois níveis e unificada pelo deque. Porjeto: Alex Hanazaki.


De um canto a outro, a piscina chega a ter 12 m de extensão e 1,60 m de profundidade. Revestida com pastilhas azuis de diferentes tons, nas medidas 5 x 5 cm, ainda conta com placas irregulares de pedras goiás brancas que formam a borda.


Esta piscina suspensa, abraçada por árvores aéreas, com o mar ao fundo, tem deque de demolição. O banco de madeira faz as vezes de escada. O projeto é do arquiteto Ricardo Ferri.


O deque de itaúba abraça a piscina e se desdobra em um banco, em uma das laterais da área.


No projeto do escritório Bernardes Jacobsen, a piscina invade a sala sob a escada com degraus de cumaru, formando dois corredores nas laterais.

sábado, 19 de março de 2011

COBOGÓS

Batizada com o nome de cobogó, resultado da soma das iniciais do sobrenome dos inventores (Coimbra, Boeckmann e Góis), a peça começou a ser produzida com cimento.

Arquitetos fazem releituras contemporâneas dos cobogós.
Por Deborah Apsan, Juliana Sidsamer e Lucila Vigneron Villaça
Fotos: Eduardo Pozella (cobogós) e Victor Affaro

As tramas vazadas de madeira, chamadas de muxarabiês pela arquitetura moura, levaram três engenheiros brasileiros a criar uma peça com a função semelhante de dar privacidade ao interior das casas, sem comprometer a luminosidade nem a visão do mundo exterior.

A trama da palhinha sempre atraiu o arquiteto Cícero Ferraz da Cruz, da Brasil Arquitetura, que decidiu transpô-la para o cobogó, unindo dois elementos bem brasileiros. Fabricadas pela Neo-Rex, as peças de cimentformam um painel na Marcenaria Baraúna, em São Paulo.

Com a arquitetura inspirada nos anos 50, a Lanchonete da Cidade, em São Paulo, exibe um amplo painel de cobogós na fachada.

Com a arquitetura inspirada nos anos 50, a Lanchonete da Cidade, em São Paulo, exibe um amplo painel de cobogós na fachada.

A classe do preto está presente na copa da loja Dbox, na capital paulista. O arquiteto Felipe Protti instalou ali uma divisória de cobogós pretos, feitos sob encomenda pela Cerâmica Madri.

A versatilidade na aplicação também ajuda a difundir o cobogó, uma vez que ele pode vedar uma fachada inteira ou um pequeno vão na parede, e sua instalação é relativamente simples. Mas requer cuidados: “Como o elemento vazado é mais frágil que o tijolo, deve ser assentada uma fiada de cada vez, com intervalo para secagem. É aconselhável colocar uma barra de metal a cada duas fileiras para estruturar o painel”, ensina Fernando Teixeira da Silva, da São Francisco Pré-Moldados, de São Paulo. A argamassa para assentamento é comum, e recomenda-se uma junta de cerca de 3 cm entre as peças para melhor sustentação.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Estudantes brasileiros se inspiram no jogo 'Tetris' para criar móveis

Móveis inspirados no jogo clássico têm diferentes cores e formatos. Projeto da Universidade Federal do Paraná foi criado para concurso.
Diego Silvério, 23, e Helder Filipov, 21, se inspiraram no jogo “Tetris” para desenvolver peças modulares e coloridas usadas como prateleiras, balcões, camas, estantes, cômodas e criados-mudos.

Peças modulares poderão ser usadas como prateleiras, balcões, camas, estantes, cômodas e criados-mudos.
Os estudantes de design da Universidade Federal do Paraná criaram o projeto para um concurso realizado em 2007 e têm a intenção de tirá-lo do papel, assim que encontrarem parceiros. “A ideia surgiu como uma brincadeira. ‘Tetris’ é um jogo bem conhecido, que jogávamos quando crianças”, afirmou Silvério ao G1. Segundo ele, os móveis são conceituais, mas não deixam de lado a funcionalidade.

Peças modulares poderão ser usadas como prateleiras, balcões, camas, estantes, cômodas e criados-mudos. (Foto: Divulgação )
Projeto ainda não saiu do computador; estudantes buscam parceiros para produzir os móveis.

Móveis inspirados no jogo clássico têm diferentes cores e formatos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ESCADA RENOVADA

Tudo começou pela iluminação acompanhando os degraus – Isabella colou na parede uma mangueira de leds, usando adesivo instantâneo. “O resultado à noite é lindo, parece que estamos em uma sala de cinema!”, diz a moça. Então surgiu a ideia de cobrir com papel de parede os espelhos dos degraus, ou seja, a altura entre um e outro. “Como o revestimento é de granito, a aderência do papel é mais difícil do que se fosse alvenaria. Mas resolvemos investir na aplicação para deixar o cantinho de cara nova”, conta a moradora, que viu as 17 faixas ficarem prontas após quatro horas de trabalho. No dia a dia, a limpeza pede sabão neutro, esponja macia e pano úmido.

Quanto custou? R$ 219
Mangueira de led: foram 10 m do modelo comprado na região da 25 de março, no centro de São Paulo. R$ 7 o metro. Adesivo Super Bonder, da Loctite/ Henkel. Joli, R$ 6,04. Papel de parede: rolo de 10 x 0, 53 m, ref. 4015-4, da argentina Muresco. Só Papel de Parede e Revestimentos, R$ 80. Cola em pó para papel de parede, da Veluart (50 g). C&C, R$ 16,90. Cola branca Cascorez (1 litro). Kalunga, R$ 12,90. Pincel para tinta esmalte e a óleo. Submarino, R$ 4,90. Espátula lisa de plástico, da Tigre. Leroy Merlin, R$ 3,20. Estilete modelo SL-1, da Olfa, com sistema de bloqueio da lâmina. Kalunga, R$ 24,20.

A opção recaiu sobre um papel do tipo vinílico, que é lavável e dura até 12 anos. Se o piso for escuro, escolha cores suaves para destacá-lo. Se for claro, inverta a solução.
Dica MINHA CASA: evite estampas muito grandes, pois pode não haver espaço para o desenho se formar. Prepare a cola em pó, específica para papéis de parede: dissolva-a em água fria, misture e amasse-a com as mãos. Deixe descansar por duas horas, até que ganhe liga e dobre de tamanho. “Adicione mais água e dissolva aos poucos até obter o ponto de gel de cabelo”, ensina Camila Cardoso, da Só Papel de Parede e Revestimentos.

Meça e corte o papel com estilete, deixando uma sobra de 5 cm. Lembre-se de ter todos os recortes no mesmo sentido da estampa. Inicie a colocação pelo ponto mais alto ou mais baixo da escada. “Superfícies de granito, madeira, azulejo e textura pedem cola branca como complemento”, explica Camila. Por isso, na parte mais alta do espelho do degrau, passe uma grossa camada de cola branca. Pincele o avesso do papel com o preparado de cola em pó e posicione-o no lugar.

Com uma espátula plástica, estique o papel até vincá-lo na altura da pisada do degrau. Corte a sobra com o estilete. Use um pano umedecido para secar a cola que tiver passado para a face do papel. Aguarde a secagem por 48 a 72 horas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

ANTES E DEPOIS

Selecionei para vocês uma sessão de antes e depois de alguns móveis.
Adoooooooro.........vamos reciclar e criar coisas novas!!!!









terça-feira, 25 de janeiro de 2011

São Paulo em nove cantos: lugares que refletem a cidade de 457 anos

Para Caetano Veloso em Sampa, música escrita em homenagem a São Paulo, é difícil entender a dura poesia concreta de suas esquinas. Na época em que foi feita, o compositor definiu a cidade como cinza, opressora, mas ainda assim, bela e feliz. No dia 25 de janeiro, em que São Paulo completa 457 anos, o que esta cidade representa para tantos paulistanos, nascidos aqui ou não? Na galeria de fotos abaixo, profissionais de arquitetura e design retratam sua visão sobre a metrópole ao escolherem um lugar que, para eles, melhor reflete a sua vivência na cidade.

Guto Requena, arquiteto e designer. “A Avenida Paulista é a própria manifestação do espírito da paulicéia - pulsante, vibrante, multicultural e incansável. É na Paulista que eu circulo todos os dias, já que moro e trabalho ao lado. Freqüento os cinemas, restaurantes, cafés e livrarias. Além disso, é lá que se encontram dois dos meus edifícios favoritos em São Paulo, o MASP e o Conjunto Nacional. É também na Paulista que eu visto meu roller e patino no início das madrugadas pelo menos uma vez por semana. Aliás, esse é um passeio super seguro ao contrário do que muita gente pensa. Durante meu percurso sempre cruzo com muita gente de skate, bicicleta, famílias passeando com seus cachorros... a Avenida Paulista depois das 23 horas é bem diferente daquela durante o dia!”

Jum Nakao, estilista. “Eu gosto muito da Vila Mariana porque é onde ficam localizados minha casa e o meu ateliê e também pela atmosfera de cidade do interior com muitas casas, vilinhas e velhinhos.”

Roberto Negrete, designer de interiores. “Sou estrangeiro e desde o primeiro dia me senti acolhido em São Paulo, como em poucas grandes cidades um imigrante seria. Para mim, o Vale do Anhangabaú é glorioso. Não só pela arquitetura escondida pelas multidões, mas pelo seu relevo. Essa mistura de arquiteturas e vegetação é singular e imensamente bela”.

Sérgio Fahrer, designer. “O Pavilhão Japonês, no parque do Ibirapuera, é uma ilha para contemplação no meio de São Paulo, um lugar diferente de tudo, uma viagem feita através do espaço e do tempo. Além da casa especial japonesa, do lago de carpas, do jardim no entorno, há também um pequeno museu de peças antigas do Japão. Durante a semana, neste lugar em que adoro ir, o tempo lembra ao visitante do que ele próprio é feito”.

O agente de trânsito Nilton Cunha, que adora relaxar no Parque do Ibirapuera, não abre mão de visitar museus – são 124 ao todo, segundo a Secretaria Municipal da Cultura. O preferido é o Museu da Língua Portuguesa.

“Me alegra saber que em Itaquera será construído o estádio do Corinthians”, conta o publicitário Washington Olivetto. Para ele, a construção do novo estádio pelo seu time em uma área de 197 mil m2, em Itaquera, que está cotado para sediar os jogos da Copa de 2014, é sinônimo de orgulho.

Paulo Helene, engenheiro civil. “Adoro a beleza do arco invertido de 100 m que o arquiteto Ruy Ohtake criou para o hotel Unique”.

São Paulo não dorme. Durante as 24 horas do dia é possível encontrar de cinemas a padarias abertos. “Sem contar a grande oferta cultural”, encanta-se o estudante Murilo Ortiz, fã do Memorial da América Latina.

Patrícia Martinez, arquiteta. “Adoro a Sala São Paulo pela oportunidade de ouvir ótimos concertos e regências maestrais”. A escolha da arquiteta Patrícia está ligada à beleza e lazer. O prédio, um marco da cidade, é a antiga estação de trens da Estrada de Ferro sorocabana. Ele abriga hoje o complexo cultural Júlio Prestes e é sede da maior e mais moderna sala de concertos da América Latina.