quarta-feira, 7 de abril de 2010

COMO ESCOLHER SEU HOME THEATER IDEAL

Qual é o melhor tamanho de tela? Quantas caixas acústicas devem ser instaladas? É preciso mandar fazer uma estante especial? Para montar seu home theater adequado, vários cuidados devem ser levados em conta. Veja aqui o que os especialistas recomendam.
Texto Flávia Benvenga Ilustrações Gus Morais/ Especial Home Theaters.
O avião “voa” logo acima da sua cabeça, o herói da história parece “sair” da tela, e você se sente “dentro” do filme – sem se levantar do sofá. Não importa o tamanho do ambiente. Para quem deseja ter em casa as emoções do som e da imagem do cinema, o céu é o limite na hora de montar um home theater: televisores de altadefinição, telões, sistemas de som digital, acesso direto a arquivos salvos em pen-drives, celulares ou MP3 players, conexão com notebook, e por aí vai... Uma dúvida, porém, pode surgir: quais são os equipamentos ideais, que se harmonizam e cabem no espaço disponível sem comprometer a decoração?
Os especialistas garantem que é possível projetar um bom home theater em uma área de aproximadamente 9 metros quadrados – um cômodo de 3 m x 3 m – e manter o local aconchegante e bonito. Ele pode compor o living, ser um ambiente independente e fechado ou integrar a área social da casa, formada por sala de estar e de jantar e varanda gourmet. “Essa, aliás, é a tendência mais forte que se vê hoje em dia”, afirma Edson Kei Imasato, diretor da Imagic Multimídia, empresa de São Paulo especializada em instalação de equipamentos de áudio e vídeo. “Nos novos apartamentos, mais espaçosos, o ambiente para o home theater é uma continuação do living e está acoplado à varanda com churrasqueira. Assim, os moradores recebem os amigos, assistem a filmes, ouvem música, comem, vêem fotos no televisor, acessam a internet, enfim, todos convivem e se divertem em meio à parafernália eletrônica”, diz Imasato.
Com tantas opções de aparelhos, o importante é ter em mente a coerência com o tamanho do ambiente, pois um profissional competente é capaz de adequar o home theater à área a que será destinado e, como resultado, criar um verdadeiro cinema doméstico. “Um espaço grande exige caixas acústicas maiores e mais potentes, assim como abriga perfeitamente um telão de 100 polegadas, por exemplo”, diz Imasato. “Já o home theater integrado ao living costuma ser menor e exigirá soluções diferentes, como posicionamento correto das caixas para não refletir o som, e até cortinas black-out para deter a luz do sol”, afirma o especialista. Veja a seguir os itens que não podem faltar e as dicas fundamentais para escolher o seu home theater. E não esqueça: é sempre bom ouvir as recomendações de um consultor antes da compra!
Os equipamentos
O kit básico para montar um home theater é formado por televisor de pelo menos 32” (de preferência de plasma ou LCD), tocador de DVD, receiver (que gerencia a imagem e o áudio do home) e o sistema de som 5.1, formado por cinco caixas acústicas e um subwoofer.
As caixas acústicas
Elas podem ser grandes ou pequenas, visíveis e até embutidas na parede ou no teto, dependendo do projeto técnico e de decoração. “Em home theaters instalados em ambientes integrados, uma forma de melhorar a acústica é colocar as caixas no forro de gesso para que o som saia de cima para baixo, de modo a criar um espaço sonoro mais concentrado”, explica o especialista Edson Key Imasato. O sistema 5.1, um dos mais usados, tem:
Uma caixa frontal, geralmente instalada logo abaixo da TV, que reproduz a voz;
Duas caixas laterais, que transmitem a ambientação da cena e o som estéreo de um show;
Duas caixas traseiras (ou surround, isto é, o som que vem de trás do espectador reproduz os efeitos da cena, como palmas, o barulho do tiro, o som do avião);
Um subwoofer, que normalmente fica no chão devido à vibração, pois gera as baixas freqüências de som, como os graves. Várias marcas de equipamentos eletrônicos comercializam sistemas integrados de home theater, que inclui receiver, caixas de som e subwoofer – uma opção mais econômica. Mas, para quem tem sala grande e quer sofisticar, a melhor escolha é o sistema 7.1, que acrescenta duas caixas traseiras. Essas, porém, devem ser posicionadas atrás do sofá, a pelo menos 1,50 m de distância, para se obter o efeito desejado.
O receiver
Esse aparelho é o coração do home theater, onde ficam ligados todos os equipamentos de áudio e vídeo. No caso do áudio, o receiver envia o som à caixa específica e, por isso, reproduz um dos vários sistemas de som utilizados nas salas de cinema, como Dolby Digital, DTS e THX, conforme a marca do produto. Além das caixas, o receiver conecta outras fontes como tocador de DVD, CD player, videogame, karaokê, MP3 e notebook ou computador.
A tela
A escolha entre telão, TV de plasma e LCD deve ser feita de acordo com a área do home theater. É importante ressaltar que, devido à tecnologia desses televisores de alta-definição, é possível instalar aparelhos com tela grande em espaços pequenos. “A uma distância de 3 metros podese perfeitamente colocar uma TV de 52 polegadas”, assegura Imasato. “Mas para ambientes maiores o ideal é lançar mão de um projetor e telão de 72” a 100”, já que custam bem menos que um televisor de mesma dimensão e têm excelente qualidade de imagem.”
A acústica
Tão importante quanto a escolha dos aparelhos é verificar aacústica do espaço que vai abrigar o home theater. Isso significa que a decoração pode ser determinante. Piso frio, vidros e espelhos causam reflexão sonora e dificultam a boa acústica e, certamente, devem ser evitados. Em contrapartida, opte por materiais que absorvem bastante o som, como cortinas de tecido, móveis de madeira e tapetes.
Os móveis
Para usufruir ao máximo do som e da imagem de cinema oferecidos pelos aparelhos, a disposição dos móveis deve seguir algumas regrinhas básicas. Como as caixas acústicas precisam estar em seus devidos lugares (conforme descrito na página ao lado), o sofá é posicionado de frente para o televisor, e centralizado no espaço. Assim, o usuário desfruta de todos os efeitos sonoros e visuais do sistema. Já a estante ou o rack – móveis mais usados em home theaters – deve ser projetado para acolher todos os equipamentos, levando-se em conta a ventilação e lugar para organizar os DVDs
Três detalhes que fazem a diferença:
1. Caixas acústicas e projetor embutidos no teto
Para aproveitar o espaço e deixar o ambiente mais “limpo”. “É possível também colocar um sistema de elevador que faz o projetor descer quando está em uso e subir e se esconder no forro ao ser desligado”, diz Imasato
2. Automação
Com um controle remoto inteligente, todos os aparelhos do home theater são acionados com o toque dos dedos. Ao ser programado segundo as necessidades do usuário, o equipamento opera, por exemplo, as funções de áudio e vídeo e, ainda, pode comandar a abertura das cortinas, acender e apagar as luzes e ligar o ar-condicionado
3. Conexão com notebook
Já é considerado tendência instalar um computador portátil para aproveitar os recursos desse aparelho e transformá-lo em uma central de entretenimento que reúne fotos, vídeos e músicas. Pode-se também, no home theater, navegar pela web, jogar games de última geração, ver conteúdo de alta-definição baixado da internet, acessar rádios on-line, entre outras diversões.

TRANSFORME SEU MÓVEL ANTIGO!!!

Por que criar quando se pode recriar? O sagaz designer americano Jason Fox, visando usar sua criatividade para ajudar o planeta, criou a Purpose Restoration, dando novo significado ao conceito de restauração. Seu trabalho consiste em pegar móveis antigos e transformá-los em novos – até aí, nada de novo, mas a diferença está no produto final. Inspirado em design gráfico japonês, grafite e tattoo art, Fox cria peças únicas e modernas. Confira a seguir o “antes e depois” de algumas de suas criações.




segunda-feira, 5 de abril de 2010

BRINCADEIRA NO JARDIM

Crianças e casa com quintal combinam com brincadeiras. Aqui, os moradores optaram por criar um verdadeiro playground integrado ao jardim. As mudas de ipomeia-rubra em breve cobrirão a pérgola, proporcionando uma sombra gostosa aos balanços. Ao fundo, a casinha de boneca tem telhas e piso de madeira de verdade. Do lado direito, ainda há uma parede de escalada. Um quintal pra filho nenhum botar defeito.

terça-feira, 30 de março de 2010

DE ARMÁRIO BAGUNÇADO A ESCRITÓRIO FOFO

AMEI esta idéia!!!!. Primeiro passo é eliminar todas as tralhas. Em seguida: papel de parede no fundo + pendente decorativo + tapetinho + prateleiras + mesa. E veja só: a mesa na verdade é um simples tampo de MDF apoiado sobre dois arquivos pintados. As portas também foram aproveitadas como mural para calendário, ferramentas e coisinhas miúdas. Já pensou em um canto lindo desses só pra vc?

segunda-feira, 29 de março de 2010

PRITZKER 2010

Museu de Arte Contemporânea do Século 21, em Kanazawa, Japão

Nada é mais contemporâneo em arquitetura do que a combinação da estrutura de aço com a transparência do vidro. Os dois elementos juntos compõem os projetos de formas limpas e simples da dupla de arquitetos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa que venceram no último domingo o Pritzker 2010, a premiação mais importante da área.
Como os brasileiros Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha, premiados em 1988 e 2006, respectivamente, a dupla nipônica recebeu o reconhecimento internacional pelo conjunto das obras realizadas pelo escritório deles, o Sanaa. Antes deles, outros três arquitetos japoneses tinham recebido o Pritzker: Kenzo Tange, Fumihiko Maki e Tadao Ando.
Em entrevista recente, Nishizawa declarou que tem simpatia pelo trabalho dos dois brasileiros premiados pela relação que eles estabelecem entre o interior e o exterior. No lugar do concreto armado, que permite as formas orgânicas de Niemeyer e os grandes vãos de Mendes da Rocha, o maior trunfo dos japoneses está no uso quase absoluto do aço nas estruturas, o que dá maior leveza aos projetos.

O interior é uma extensão do jardim no Museu de Arte Contemporânea do Século 21

Pavilhão de vidro do Museu de Arte de Toledo, em Ohio.

quarta-feira, 24 de março de 2010

MANDA CIMENTAR!!!

Em tempos de crise energética, antigas soluções atendem às regras de sustentabilidade e beleza. Volta com tudo o uso do cimento como revestimento – “queimado” em tom natural ou tingido, ou ainda exposto na estrutura de concreto. Apesar do nome, não envolve queima de madeira ou outro combustível em seu preparo. Mas vamos combinar: a versatilidade, o visual moderno e a simplicidade do material é que nos conquistam.


Em tempos de crise energética, antigas soluções atendem às regras de sustentabilidade e beleza. Volta com tudo o uso do cimento como revestimento – “queimado” em tom natural ou tingido, ou ainda exposto na estrutura de concreto. Apesar do nome, não envolve queima de madeira ou outro combustível em seu preparo. Mas vamos combinar: a versatilidade, o visual moderno e a simplicidade do material é que nos conquistam.

As manchas no piso de cimento branco dão movimento aos ambientes do pavimento inferior deste dúplex reformado pelo arquiteto Billy Scatena. “A ideia do uso desse revestimento é justamente não ser uniforme”,
diz. Pelo kit de tecnocimento da NSBrazil ele pagou R$ 900, para cobrir 14m², mais R$ 35 por m² aplicado. Na área de circulação, a neutralidade do piso destaca a textura da parede de tijolos pintados com tinta acrílica fosca Branco Neve, da Tintas Coral,eaescada de ferro com degraus de cumaru envelhecido. Para dar um melhor acabamento, o rodapé de MDF com esmalte acetinado branco tem 12cmde altura. Banco e vaso com planta da Coltivare. Quadro da Galeria Mônica Filgueiras.

Para dar um toque de modernidade à casa de estilo clássico de um jovem casal, a arquiteta Luciana Penna fez na área da churrasqueira uma bancada para a pia de concreto com tecnocimento vermelho, da NSBrazil. “Escolhi esse material porque não queria colocar mais uma pedra na área, além da usada no piso”, diz a arquiteta, que revestiu o espaço com limestone Crema Nuova, da Pantanal Mármores.Abancada (1,60x0,10 x 0,60 m) custou R$ 1.600, com o acabamento de verniz. O valor incluiu o frontão de 0,25 m de altura. Armário e carrinho de madeira teca da Wood Design Marcenaria. Tábua de madeira da Pepper, kit caipirinha da Utilplast, jarra com temperos da L’Oeil e pano de prato da Coisas da Doris.

Preocupada com a sustentabilidade na reforma de sua casa, a publicitária pediu o uso de acabamentos sofisticados e, ao mesmo tempo, práticos ao arquiteto Fabio Galeazzo.Nopiso e na bancada arredondada da cozinha, ele aplicou o cimento queimado em tom natural, que custou R$ 90 o m² com a aplicação de resina hidrofugante. A cor cinza ficou interessante como verde-escuro das pastilhas de vidro, da Vidrotil, que revestem parte da parede e um círculo na extremidade da bancada. “Usei materiais honestos e de apelo estético simples de maneira contemporânea”, diz Galeazzo. Coifa da Criss Air e banqueta da Zona D. Luminária da Lumini. Bowl e prato Benedixt e jogo americano e guardanapos L’Oeil. Porta-mantimentos e panela Pepper.

GINÁSIO DE GUARULHOS DE VILANOVA ARTIGAS

Vou mostrar para vocês duas escolas que visitei em São Paulo, que faz parte do progama do FDE(Fundação para o Desenvolvimento da Educação).
Foram dois estudos de caso que apresntei na faculdade para ter de base para um futuro projeto de esola que vou desenvolver.
Criada em 1987, a FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação, tem como uma de suas principais funções: construir escolas, adequar os prédios, oferecer materiais e equipamentos necessários à Educação.
Utiliza o sistema construtivo pré-moldado de arquitetura do Estado de São Paulo.
Garante uma melhoria da qualidade das obras reduzindo prazos e manutenção (melhor relação custo benefício).
Os projetos são terceirizados através da contratação de diferentes escritórios de arquitetura.

O Ginásio de Guarulhos batizado posteriormente de Conselheiro Crispiniano é considerado um dos grandes símbolos da arquitetura moderna. Projetado em 1960 pelo renomado arquiteto João Batista Artigas, inaugurado um ano depois, o prédio passa por um processo de tombamento pelo CONDEPHAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo. CONSELHEIRO CRISPINIANO, um das mais expressivas e importantes escolas de Guarulhos, orgulho da cidade.

Vilanova Artigas, por volta de 1959, começa a conceber a estrutura não mais como mera arcabouço de sustentação do volume, mas como forma expressiva que enriquece e dinamiza a espacialidade da obra. Redireciona a questão da forma entendida como volume geométrico para as estruturas.
Criou algumas escolas, como: o ginásio de Itanhaém (1959), o ginásio de Guarulhos (1960) e a FAU da USP (1961). Onde decide por um partido que favoreça a integração orgânica entre os setores.

No ginásio de Guarulhos, mantém-se o partido dos diversos setores articulados sob um mesmo teto: de um lado, uma longa faixa linear de salas de aula, do outro, os setores reservados á administração, biblioteca e cantina. No meio dessas alas estão os pátios abertos e ajardinados e o pátio coberto central, com o sistema de iluminação zenital ( primeira vez usado em seus projetos).
O interior do ginásio ganha grande importância. Há uma dinâmica no expressivo desenho dos pilares de sustentação, com largos panos recortados, para, assim, vencer grandes vãos no interior.
Há neste projeto, um cuidado especial com as condições de iluminação: a face sudoeste é protegida por elementos de concreto vazado e o grande pátio central recebe iluminação zenital.


No pátio há ainda um painel pintado por Mario Gruber.
A escola de Guarulhos foi feita junto com seu amigo e calculista Carlos Cascaldi.
A seguir plantas e cortes da escola:




ESCOLA JARDIM IPANEMA

Projetada pelo arquiteto Ubyrajara Gilioli, a Escola Estadual Jardim Ipanema está situada no Jaraguá e destina-se ao atendimento dos alunos residentes nos conjuntos habitacionais da CDHU.
Início do projeto
2004
Conclusão da obra
2006
Área do terreno
3.362 m2
Área construída
3.953 m2



Dentre as tipologias da FDE se encaixa nas escolas compactas e verticalizadas.
O lote com desnível de sete metros em relação à principal via de acesso e a instabilidade do terreno constituíram a maior dificuldade do projeto.
A montagem da estrutura do edifício, com elementos pré-fabricados de concreto, demorou cerca de 40 dias.
Faz uso também de elementos metálicos .

Planto do térreo.

Distribuiu as instalações em quatro pavimentos. Destes, o segundo andar, onde está situado o pátio de chegada dos alunos.
O acesso a esse local se faz por uma passarela de metal, com acesso direto e em nível da rua principal com a edificação.
Os alunos, assim, ou sobem para a quadra de esportes localizada no piso superior, ou descem para as salas de aula, térreo, sala dos professores, diretor, ou outros ambientes administrativos e de apoio. A administração, por sua vez, tem entrada independente, pela rua lateral.
Permite maior independência da quadra e portanto, aumenta a possibilidade de seu uso pela comunidade nos fins de semana, sem qualquer interferência com a área didática da escola.


Planta do 1º pavimento.

Algumas especificações do FDE identificadas no projeto “Jardim Ipanema”:
Piso cerâmico;
Elevador elétrico;
Instalações hidráulicas, elétricas, e eletrônicas são
Projetadas para caminhar aparentes nas circulações;
Prioriza a iluminação e a ventilação.
OBS: Não possui trilhas podotáteis (NBR 9050).



Planta de 2º pavimento.

Planta do 3º pavimento.

segunda-feira, 22 de março de 2010

COZINHAS EQUIPADAS E ACONCHEGANTES

Vale tudo na ânsia de reunir beleza, prazer e crença. Atenta a esse trinômio, a moradora recorreu aos conhecimentos da consultora de feng shui Mariângela Pagano, que, junto à designer de interiores Cida Moraes, ajudou a tirar da tela do computador a ideia para esta cozinha gourmet integrada ao estar. O elemento metal está presente nos eletrodomésticos e utensílios. A prosperidade reflete-se na robustez do fogão, embutido na mesma bancada das refeições. A coifa potente garante a absorção dos odores de comida.

Vale tudo na ânsia de reunir beleza, prazer e crença. Atenta a esse trinômio, a moradora recorreu aos conhecimentos da consultora de feng shui Mariângela Pagano, que, junto à designer de interiores Cida Moraes, ajudou a tirar da tela do computador a ideia para esta cozinha gourmet integrada ao estar. O elemento metal está presente nos eletrodomésticos e utensílios. A prosperidade reflete-se na robustez do fogão, embutido na mesma bancada das refeições. A coifa potente garante a absorção dos odores de comida.

Em completo diálogo com as paredes e o piso revestido de cimento polimérico, que se assemelha ao cimento queimado, mas é de fácil manutenção, a porta de enrolar acrescentou um toque descolado aos ambientes. A mesa antiga, colocada no centro do espaço, quebra a sobriedade das cores e faz um alegre casamento com as cadeiras de tons vibrantes.

No projeto do arquiteto Marcos Cruz, materiais como laca preta, vidro filmado nas portas e puxadores de aço sopram um ar de modernidade. O profissional escolheu tonalidades neutras como fendi, branco e preto para compor o ambiente. Durante a reforma, ele aproveitou o piso de granito já existente e o alinhou com um assoalho de tacos de peroba-do-campo na área da sala.

Na bancada de freijó-linheiro, da cozinha projetada por Marcos Cruz, ficam a miniadega para 40 garrafas e os nichos que acomodam as taças.

Diante do pedido dos proprietários, que queriam um espaço gourmet moderno e sofisticado, a arquiteta Fernanda Marques foi bastante criteriosa. Para a bancada de trabalho, ela escolheu um granito preto absoluto. A alvenaria restante foi revestida de madeira zebrano. O contraste gerou calor e aconchego. Ao lado do fogão, Fernanda posicionou uma mesa alta de madeira, fixada na parede, sem apoio no chão. Truque que deu leveza ao visual. Na parede em frente, prateleiras de inox servem de apoio para taças e outros objetos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

DECORAÇÃO COM CORES

Com mais de 20 tons de esmalte sintético, o painel executado pelos artistas plásticos Sandra Mara Sanches e Mauro Coelho quebrou o domínio do branco e se tornou ponto forte da decoração da sala de jantar assinada pela consultora de interiores Antonia Benedita Mendes.

As misturas ousadas dão o tom na casa do arquiteto Léo Romano. Na sala de jantar, a escultural poltrona Red and Blue encontra eco no vermelho presente na escada metálica e no quadro assinado pelo dono da casa.

No estar da casa de Léo Romano, as estampas de xadrez e floral aparecem lado a lado nas poltronas. A cômoda e a geladeira de cores ensolaradas completam a composição.

CURVAS ASCENDENTES

Curvas ascendentes: primeiro projeto do japonês Toyo Ito na América Latina, esta casa nos arredores de Santiago estende, como num abraço, suas longas rampas ao redor do pátio. E convida a um percurso em espiral sem fronteiras entre dentro e fora.


Este projeto é o primeiro trabalho do japonês Toyo Ito na América Latina.
Ao aceitar fazer parte do empreendimento Ochoalcubo, Toyo Ito acatou duas premissas: o uso do concreto branco e a cobertura plana. A entrada se dá pela parte mais baixa do terreno, sob o bloco que abriga os quartos e se volta para a rua.
O corredor fechado com vidros opacos Profilit (da empresa chilena Glasstech) conduz aos três quartos.

O caminho de pedra que atravessa o jardim desemboca na porta principal, situada na ponta da passarela. A área social ocupa toda essa parte da construção. No lado oposto, ficam os quartos.

Da sala de jantar, o corredor envidraçado vizinho ao pátio e a porta camuflada no painel de madeira dão acesso à cozinha, montada com móveis da italiana Driade.

Quatro janelas quadradas iluminam e ventilam a cozinha, que recebeu piso cerâmico.

Os quartos são voltados para a vista das montanhas, maximizada pelos caixilhos que vão do piso ao teto. Como nos demais ambientes, o concreto foi mantido aparente.

A construção atende, com o bloco dos quartos, ao pedido do empreendimento por formas cúbicas. Mas Toyo Ito deixou sua verdadeira marca na sinuosidade da estrutura de concreto, aspecto que vem explorando com sucesso em sua obra.


O “O” que dá nome à casa se faz entender melhor se observarmos a planta. Circular, ela tem duas rampas que delimitam o pátio e interligam o bloco social ao íntimo. A cobertura vazada repete o contorno do jardim e reforça a ideia de um espaço contínuo.